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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Salvador, Bahia

Farol da Barra (Acervo Pessoal)
A história do Brasil teve início na Bahia. Salvador foi a primeira capital do país até o ano de 1763. Chamada na época de sua fundação por “São Salvador da Bahia de Todos os Santos”, a cidade passou a ser descoberta pelos colonizadores no ano de 1510, quando um navio francês naufragou em terras baianas, trazendo a bordo um dos mais importantes personagens históricos da colonização baiana, Diogo Álvares, conhecido como Caramuru. Juntamente com a índia Paraguaçu, Caramuru desempenhou importante papel dentro da história da colonização da Bahia. Por volta de 1536, o rei de Portugal, D João III dividiu as terras brasileiras em Capitanias Hereditárias. Os donos das Capitanias eram chamados de donatários e Francisco Pereira Coutinho ganhou parte da território de Salvador, fundado na época como “Arraial do Pereira”. Coutinho teve o comando do Arraial, mais tarde batizada de “Vila Velha” até 1549 na ocasião da chegada de Tomé de Souza, o primeiro governador geral do Brasil. Juntamente com Tomé de Souza desembarcaram em Salvador seis embarcações com uma comitiva de aproximadamente 10 mil pessoas para fundar sob ordens do rei de Portugal, a cidade de “São Salvador”. Após o governo de Tomé de Souza, governaram o país Duarte da Costa e Men de Sá, que teve o comando do país até 1572. Neste período a Bahia era a região que mais exportava açúcar, considerado na época o produto mais exportado do país. A fama e a riqueza da província baiana, despertaram a cobiça de outros países no início do século 17. Nestes tempos Portugal estava unido com a Espanha, colocando várias restrições ao Brasil como, o impedimento do país em firmar relações comerciais com a Holanda. Este fato, ligado a riqueza desencadeada pela exportação do açúcar, fez com que a Holanda resolvesse invadir a Bahia. Uma esquadra comandada pelo holandês Jacob Willekens, chegou às terras baianas em 1624 com 26 navios. Neste período foi construída em Morro de São Paulo a Fortaleza de Tapirandu, uma importante estratégia para defender a Baía de Todos os Santos. Os invasores holandeses ocuparam Salvador e permaneceram por cerca de um ano até serem expulsos pela força luso-espanhola. Salvador foi capital e sede da administração colonial do país até o ano de 1763, quando a sede do império foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro. Apesar da mudança da sede da Coroa, Salvador continuou a se destacar dentro do cenário de colonização do país e anos depois na fase de independência do Brasil, em 1822, a capital baiana protagonizou uma luta que se arrastou por mais de um ano, mesmo após o Brasil ficar independente de Portugal. Somente no dia 2 de julho de 1823, a Bahia pôde comemorar a independência brasileira. (A história de Salvador)


A receptividade do baiano é um diferencial. Sou suspeita em falar, por ser baiana, mas tenho que reconhecer as características do meu povo. Lugar de muitas dificuldades sociais, consequentes da história de sofrimento, escravidão, dominação social e outros fatores. Erroneamente, o povo é estigmatizado como 'preguiçoso', em parte, essa ideia é incentivado pela imagem de ícones como o escritor Jorge Amado (registrado diversas vezes no cenário da praia em Itapuã, deitado na rede e tomando água de coco).

Praia de Itapuã
A falsa linguagem caricata de filmes como "Ó, paí, Oh" levam a crença de uma 'fala' cantada e arrastada, porém não é bem assim. Quem conhece a Bahia sabe que as diversas regiões tem seu 'sotaque' próprio. Quem conhece Euclides da Cunha, no sertão da Bahia, equipara a 'fala' ao pessoal de Aracaju-SE. Já os nativos de Feira de Santana (minha cidade), neste sentido, é bem próximo ao de Salvador (105 km + ou -).
Pelourinho/Elevador Lacerda (Acervo Pessoal)

O pelourinho era um instrumento de punição legal utilizado pelos portugueses em todas as cidades do Brasil. Era um poste de madeira ou de pedra, com argolas de ferro, erguido em praça pública, onde os infratores da lei eram amarrados e chicoteados. 


O pelourinho de Salvador foi instalado no século XVI, com a fundação da cidade. Inicialmente, localizava-se na Praça Municipal (atual Praça Thomé de Sousa). Foi transferido depois para o Terreiro de Jesus e, com o protesto dos jesuítas, transferido para um local após as Portas de São Bento, como indicado no Prospecto de Caldas. Em 1807, foi instalado no atual Largo do Pelourinho, até que esse tipo de punição fosse extinto, cerca de 30 anos depois. (Bahia Turismo)

O povo baiano é guerreiro, acorda cedo, trabalha muito, é criativo e gente do bem na sua maioria (em qualquer lugar do mundo existe gente ruim, mal humorada e com comportamentos diversos). Porém é fato que o bom humor impera acima das dificuldades.

O trânsito de Salvador é caótico normalmente, contudo em horários de pico, só Jesus na causa! A rotina de muitos, é acordar de madrugada antes de clarear o dia, ir para o ponto de ônibus, onde muitas vezes tem que suportar o mau humor de motoristas que não param no ponto de ônibus de propósito ou nem esperam o passageiro subir, independente de idade. A ideia que se tem, é que as praias vivem lotadas, pois as pessoas não trabalham (já ouvi isso e até gente que nunca pisou em solo baiano dizer que o comércio é fechado na hora do almoço...😑). Será isso mesmo? Nunca vi isso!
Elevador Lacerda - Vista da Bahia de Todos os Santos/Cidade Baixa (Acervo Pessoal)
Em qualquer dia que se vá no comércio ou na Cidade Baixa ou Cidade Alta, a movimentação de trabalhadores em ebulição é constante. A presença forte de turistas do mundo inteiro é evidente, que sorriem para fotos com as baianas caracterizadas (que muitas vezes cobram por esse mimo...sim, aqui às vezes, acontece isso. Fotos também viram produtos comerciais), mas nos bastidores estão aqueles que se esforçam para que tudo ocorra. Pagando absurdos impostos, suportando o calor infernal dentro do Mercado Modelo ou no Comércio, a instabilidade de humor de cliente a cliente, dentre as tantas dificuldades que as pessoas enfrentam para permanecer de pé no dia-a-dia e no final, voltar no 'buzu lotado' (uma verdadeira lata de sardinha).

Se bem me lembro, muitas vezes que fui na praia, haviam diversos ambulantes tentando ganhar a vida, um modo de sustento (vendendo o famoso picolé Capelinha, lanches diversos, bebidas, sorvete, etc). O comércio é forte, a cidade não pára, nem em dias úteis ou finais de semana e muitas vezes nem nos feriados. Contudo, o índice de desemprego segue alto! Infelizmente, o nordeste segue como um território secundário de atenção nacional, pois o enfoque se mantém no sul e sudeste, quanto aos investimentos públicos. O mercado informal é muito forte com os chamados 'bicos', o velho jeito de levar a vida.
Rio Vermelho ( Acervo Pessoal)

Buracão - Rio Vermelho ( Acervo Pessoal)

Cristo da Barra (Acervo Pessoal)

Praia da Barra (Acervo Pessoal)
Farol da Barra (Acervo Pessoal)

Porto da Barra (Acervo Pessoal)

Uma cidade plena em energia que transborda de forma elétrica no Carnaval e atrai tantos turistas e os points mais disputados para ver o trio passar são Barra/Ondina e as atrações também percorrem o circuito do Campo Grande. Atualmente, o Réveillon também, graças ao atual prefeito A.C.M Neto, que instituiu o Festival da Virada, antes ocorria no Comércio (próximo ao Mercado Modelo) e em 2017/2018, ocorreu no antigo Aeroclube/Boca do Rio, com artistas de renome no território nacional e internacional.

Shoppings como o Barra, Shopping da Bahia, Salvador Shopping, Paralela Shopping e Bela Vista são os maiores. Há menorzinhos e super agradáveis como o Shopping Itaigara, Max Center, etc.

Infelizmente, o índice de violência é alto e só piora. Ter cuidado ao andar nas ruas por causa de furtos e roubo, em qualquer lugar, sem ostentação é o mínimo que se pode fazer.

As críticas sobre a Bahia são constantes, quanto às festas, mas se as pessoas analisarem bem, quantos empregos diretos e indiretos são gerados para viabilizar esses eventos? Atraindo turistas do mundo inteiro, o capital gira não só em Salvador, mas no entorno e em outras cidades que tem suas peculiaridades turísticas, tais como Praia do Forte, Porto Seguro, Trancoso, Morro do São Paulo, Itacaré, Costa do Sauipe, Chapada Diamantina e tantas outras localidades. 

O futebol também é uma paixão, tendo como times protagonistas o Bahia (#BBMP - só os fortes entenderão) e o Vitória. Uma clássica rivalidade!

Itaipava Arena Fonte Nova (Acervo Pessoal)
E as comidas da terrinha...

Acarajé da Nide - Aeroporto de Salvador

Quem não conhece o acarajé? Tem que experimentar!! Mas cuidado quando a baiana perguntar: "quer quente ou frio?", pois ela não está falando de temperatura! A questão é sobre pimenta, até mesmo baianos desinformados caem nessa. Além dessa delícia frita no azeite de dendê, te também o abará, que não é frito. Sem contar outras comidas como as moquecas (peixe, camarão, mista, de siri, etc.

Além da orla, há locais legais para assistir jogo ou para happy hour como os quiosques do Imbuí, com diversos restaurantes/bares e points de venda de açaí e etc. No largo da Mariquita ou no Largo da Dinha, no bairro do Rio Vermelho, é também muito frequentado tanto por turistas quanto por locais; Ponta de Humaitá, tem uma bela vista, mas fica cheio nos finais de semana; e tantos outros points.


Acarajé da Nide, um dos melhores de Salvador. (vindo do Aeroporto de Salvador para Curitiba. É possível!!). 
Meu sogro Nito, quem fez a gentileza de me enviar...estava em abstinência!! Só foi possível colocar camarão seco e vatapá para chegar aqui sem azedar.. Meu marido trouxe bem fechadinho e numa caixinha térmica, para não exalar o cheiro no avião. O completo vem com vatapá com/sem caruru, camarão seco e salada. A pimenta também é opcional.

Moqueca de camarão (feita por mim) em Bauru.
Mais de Salvador...
Itapuã  (Acervo Pessoal)
Cais do Porto da Barra
Terminal de São Joaquim - vista do ferri  (Acervo Pessoal)
Itapuã  (Acervo Pessoal)
Pituba  (Acervo Pessoal)
Praia do Porto da Barra  (Acervo Pessoal)
Jardim Armação  (Acervo Pessoal)
Pena não ter encontrado mais fotos, mas é um passeio válido. A cidade, além das festas tão comentadas, tem muitos museus (inclusive o Museu de Enfermagem que fica no Pelourinho), igrejas históricas, uma diversidade de bares e restaurantes que fervilham diariamente e outros encantos. 

Muita saudade, mas é vida que segue! 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Análise sobre o documentário Babies


Documentário: Babies


O documentário aborda o desenvolvimento infantil na ótica da diversidade cultural, por intermédio da observação do cotidiano de quatro crianças de nacionalidades diferentes até completarem um ano. O objetivo dessa análise é, estabelecer relações com a concepção de infância como construção social. 

Segundo Dahlberg e outros (2003), a infância como construção social é sempre contextualizada em relação ao tempo, ao local e à cultura, variando conforme classe, gênero e outras condições socioeconômicas. Percebe-se que, embora vivenciem a mesma fase, cada uma apresenta suas particularidades.

Visto que, infância não é limitada a apenas uma etapa do desenvolvimento biológico, sua definição é heterogênea. Pois carrega consigo uma enorme complexidade, portanto vai além de uma construção social, é também uma construção humana, histórica e cultural.

No documentário é evidente que a criança é compreendida como sujeito histórico, devido ao contexto da gestação e do parto terem sido considerados, assim como as interações sociais após o nascimento, o que possibilita a construção de sua identidade pessoal e coletiva.

As crianças, independente de onde e como vivem, passam por transformações inerentes à fase de desenvolvimento. Elas estabelecem laços afetivos com pessoas e animais, brincam e interagem, também observam, descobrem e aprendem, construindo sentidos sobre a natureza e a sociedade.

É certo que, a vivência da infância varia de acordo com o contexto cultural. Todavia, independente de em quais condições transcorra ou de quais parâmetros sociais que se tem como referencial, a criança consegue desenvolver-se com naturalidade conforme as especificidades da fase de vida.

Os hábitos de higiene, como são alimentadas, o modo como os pais seguram ou tocam a criança, seus brinquedos e brincadeiras, dentre outros fatores pontuam as reproduções interpretativas e até mesmo causam impacto pela distinção que está atribuída aos costumes dos diferentes grupos sociais.

A chegada da criança altera a rotina da família, mas o modo como a família viabiliza as tarefas cotidianas diferem culturalmente. Enquanto uns usufruem da modernidade, ao usarem cadeirinhas com funções e outros recursos, outros aplicam métodos mais rústicos e um tanto quanto excêntricos, como amarrar o bebê.

Através da linguagem verbal ou não-verbal, essas crianças expressam suas emoções perante às situações a que são expostas como forma de interação e até mesmo empoderamento, tal como ao mobilizar o adulto, seja ao frustra-se com um brinquedo ou para chamar atenção.

Compreende-se que, as crianças são protagonistas de sua história e independente do contexto de vida ou de cultura em que estão inseridas, criam sua visão de mundo como sujeitos autônomos. Assim, tornam-se socialmente ativos, não apenas consumindo, mas produzindo cultura.

REFERÊNCIA

DAHLBERG, G.; MOSS, P.; PENCE, A. Qualidade na educação da primeira infância: perspectivas pós modernas. Porto Alegre: Artmed, 2003

Livro: Eu nunca na vida comerei tomate (Lauren Child)

Sinopse: Os carismáticos personagens Charlie e Lola nasceram da criatividade da autora e ilustradora inglesa Lauren Child. A coleção de livros da duplinha são educativos e iniciam as crianças no mundo da literatura. Charlie tem uma irmãzinha, a Lola. Às vezes, ele precisa cuidar do jantar dela. Isso não é nada mole, porque ela é muito enjoada para comer. Até que um dia ele arruma um jeito criativo de resolver o problema, no livro "Eu Nunca Vou Comer um Tomate"(Editora Ática).



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

"A pedagogia como prática teórica" - capítulo 3 do Doc. Práticas Cotidianas de Educação Infantil



"PRÁTICAS COTIDIANAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - BASES PARA A REFLEXÃO SOBRE AS ORIENTAÇÕES CURRICULARES" - MARIA CARMEN SILVEIRA BARBOSA, 2009). 

RESUMO DO CAPÍTULO "COMO SITUAMOS A PEDAGOGIA" (P. 41- 57)

Pontos importantes do capítulo 3, "A pedagogia como prática teórica", do documento Práticas Cotidianas na Educação Infantil - Bases para a reflexão sobre as orientações curriculares, de Maria Carmen Silveira Barbosa.

3.1 COMO SITUAMOS A PEDAGOGIA

Neste capítulo, é afirmado historicamente sobre os modos como a pedagogia é aplicada, seja em espaços formais ou espaços não formais, por intermédio da escolha de percurso e de suas práticas, expressa-se a intencionalidade e seu compromisso educacional.

Pedagogia é conceituada como modelos educacionais racionalizados em princípios claros e coerentes com suas práticas, baseado em crenças, princípios, interesses, concepções científicas e políticas dos grupos sociais.

As pedagogias, historicamente, conciliam práticas, reflexões e recentemente pesquisas. Ou seja, em sua peculiaridade de prática teórica apresenta-se como espaço tanto descritivo ou especulativo (hipóteses) quanto de intervenção social, de ação transformadora da realidade.

Atribuições da pedagogia: realização de atos com intencionalidade, ciente de que não formatará pessoas, mas promoverá ações inter-relacionadas. Portanto, requer enfoque em atentar para escolhas éticas, decisões políticas e ações práticas.

É uma disciplina de fronteiras, por ser constituída pela interdisciplinaridade, ou seja, dialoga com outras disciplinas ou ramos do conhecimento. Fato desvalorizado por longo tempo, porém na atualidade, saberes e conhecimentos científicos específicos, são inter-relacionados. De modo que, os campos de produção práticas dialogam com diferentes disciplinas teóricas, organizam pensamento e ação em determinadas situações e contextos.

Pensamento pedagógico objetiva investigar sistemas de ação inerentes às situações educativas, ou seja, a concretização da experiência educativa. Pois tece tanto discursos sociais, políticos, ambientais, entre outros, além de compor, também, pequenos discursos do cotidiano, articulando contextos aos processos complexos de produção de saberes. Portanto, as pedagogias são plurais, devido ao modo como articula, propõe, programa e realiza os processos pedagógicos, sempre singulares e complexos.

Funções pedagógicas: descrever, problematizar, questionar e complementar. Assim, onde há produção de conhecimento, de saber, de aprendizagem, práticas sociais de construção de conhecimentos, haverá a pedagogia.

Implicações pedagógicas: reflexão acerca do mundo socioeconômico e cultural, de modo a estabelecer relações e interações entre pessoas.

Pedagogia da Educação Infantil: Emergiu no fim do século XIX e início do XX. Constituída por pensamento semelhante ao da psicologia, ciência emergente na época, e entre seus objetivos, tinha o estudo de crianças, em seus processos de desenvolvimento e aprendizagem.

Por longos anos, a pedagogia para a pequena infância, em grande parte dos países, tornou-se um espaço de aplicação prática das pesquisas e conhecimentos definidos sobretudo por diferentes linhas da psicologia, todavia, na creche, houve predominância, por anos, de saberes da puericultura.

A partir da década de 60: História, sociologia, antropologia, filosofia, neurologia, geografia e outras ciências, começaram a construir conhecimentos sobre as crianças e as infâncias, e passaram a informar e subsidiar o campo da pedagogia, partindo de suas especificidades em ponto de vista. Nesse processo, interrogaram e problematizaram as práticas pedagógicas apoiadas na concepção de desenvolvimento como evolução linear, ou seja, simplificado, de aprendizagem como resultado individual e de pedagogia como ação comprometida apenas com os aspectos cognitivos do processo educacional.

Últimos 30 anos: propostas pedagógicas para Educação Infantil passaram por questionamentos, reflexão e reelaboração das suas práticas.

Concepção de pedagogia, mais abrangente e complexa: articula educação e cuidado. Tem fundamento na observação, investigação e na busca contínua de práticas cotidianas comprometidas com o acompanhamento, análise e a reconsideração das mesmas, para evidenciar pistas para formulação dessa outra pedagogia que emerge como metapedagogia, tem sua percepção relacional e dialógica.

Metapedagogia (*) - Por Jarabiza e Figueiredo Jr (2010) - objetiva à otimização da prática de ensino e aprendizagem.

Ação pedagógica: Ato educacional que evidencia intencionalidade, ou seja, se todas as ações ocorridas no âmbito educacional forem resultados do pensamento, planejamento, problematizações, debates e das avaliações, significa que estas ações explicitam as opções pedagógicas institucionais e de seus profissionais, o que configura uma pedagogia, levando em conta a articulação entre saberes, fazeres, pensares, sentires.

Exemplo de ação pedagógica de rotina com intencionalidade: A chegada das crianças ao estabelecimento educacional é uma prática social, o horário de entrada e recepção das crianças e família são pré-estabelecidos. São decisões tomadas partindo de análise de necessidade das famílias, da discussão e negociação com a comunidade, da reflexão sobre os critérios de atendimento às diversidades familiares e, também, partindo da discussão sobre a implicação dessa ação nos contratos dos profissionais e no desempenho educacional das crianças e dos projetos pedagógicos.

Dois aspectos explícitos nas proposições educativas: Um, é que nem todas as ações, por mais intencionais garantem efetividade de aprendizagem simultânea para todas as crianças e outro, é que nem todas as aprendizagens acontecem apenas por razão da intencionalidade pedagógica. Pois o cotidiano de um grupo de crianças em certo local é sempre mais rica do que possa ser previamente pensado e planejado, pois a convivência cotidiana implica eventos inesperados.

Intencionalidade pedagógica: Define o trabalho docente, e só é conquistada através de formação profissional sólida, um olhar sensível e atento. Oportuniza às crianças conhecimento através de situações desafiadoras e aconchegantes, instigantes e importantes, apresentadas pelo mundo à nossa sensibilidade e racionalidade

3.2 COMO ENTENDEMOS O CONHECIMENTO

Historicamente, os seres humanos viveram distintos "sistemas de conhecimentos". Para quem tem uma percepção mais profunda, cada um apresenta-se claro e evidente, pois sua organização parte do senso comum. Outros, causam estranhamentos por serem produzidos por grupos distintos, em espaços e tempos diversos, tais como nações indígenas, ou ainda, baseados em culturas populares ou sistemas que aparentemente são inapropriados ou desarticulados.

Conhecimentos cotidianos: Estruturados e organizados inicialmente por religiões, depois pelas artes e ciências, e ocuparam por séculos, a posição de absolutos inquestionáveis. Porém, a partir do final do século XX, com as discussões sobre concepções de conhecimento, evidenciou-se que os conceitos sociais, científicos, artísticos e religiosos foram produzidos e construídos socialmente e que não são únicos e nem definitivos, todavia eram versões parciais comprometidas historicamente com visões de mundo e de humanidade.

O conhecimento científico, atualmente, é centralizado ao longo da história ocidental, e especialmente, na escola, passou a ser questionado. Contudo, essa crítica foi originada pelos próprios cientistas, que questionaram seus métodos e verdades.

Nos últimos 50 anos, ocorreram mudanças importantes no modo de produção e organização dos conhecimentos nas sociedades ocidentais contemporâneas. O conhecimento científico passou de um conhecimento disciplinar a permear o todo o sistema educacional com a interdisciplinaridade.

Conhecimentos que eram considerados universais e verdadeiros, hoje podem ser avaliados como produtos da elaboração de uma classe social, de um gênero ou etnia com sua experiência histórica. Exemplo: diferenças entre brancos e negros, provocou o regime de escravidão; a ideia de incapacidade das mulheres em relação aos homens, estimulando uma sociedade patriarcal; a perspectiva adultocêntrica de compreender o mundo.

Atualidade brasileira: as diferenças culturais, étnicas, etárias, de gênero e de inserção na forma de produção promovem influência na seleção e na organização de saberes e conhecimentos escolares. São identificadas em diversas situações, de modo que entende-se que os conhecimentos não são neutros ou imutáveis. O desafio é transformar esses saberes e conhecimentos em práticas cotidianas para que possibilite às novas gerações a quebra de preconceitos científico e político persistente na sociedade.

Hierarquia entre campos de conhecimento é uma característica que vem sendo questionada, na medida que são estabelecidas diferenças e valorações entre as áreas. Pois os conhecimentos são de ordens distintas e não seguem uma hierarquia única, de modo que não se deve enfatizar apenas as áreas acadêmicas reconhecidamente sistematizadas para crianças, isso representa uma ausência de compreensão da multidimensionalidade dos processos de aprendizagem infantil.

A ciência reconhece que saberes cotidianos estão em processo de tornarem-se conhecimentos científicos, com foco na atenção e na reflexão destes saberes, permite sua sistematização e legitimação. É notório que a educação de crianças pequenas requer diversos conhecimentos, antes ignorados nos processos escolares, passaram a ser legitimados.

Na conjuntura mundial, percebe-se que certos conhecimentos, hoje, tem mais importância na sociedade que em outras épocas. Contudo, nas propostas educacionais, são temas pouco evidenciados. Atualmente, as tecnologias, a mídia e o meio ambiente interferem na vida das pessoas, e no caso da educação de crianças pequenas requer questionar conhecimentos e aprendizagens oportunos e adequados, a fim de formação de futuros cidadãos e de como querem viver no futuro.

Objetivo da Educação Infantil, do ponto de vista do conhecimento e da aprendizagem: favorecer experiências que permitam à criança apropriação e imersão em sua sociedade, por intermédio de práticas sociais de sua cultura, das linguagens que esta produz e produziu, a fim de construir, expressar e comunicar significados e sentidos.

Deve-se oferecer às crianças, situações práticas e vivências que possam ser processadas e sistematizadas, desde o nascimento. Por isso, é preciso optar outros modos de priorizar, selecionar, classificar e organizar conhecimentos, próximos de experiências dinâmicas das crianças e não de visão fragmentada da especialização disciplinar, problematizada pela ciência.

Ampliação de concepções de conhecimentos e saberes contribui para a compreensão e a valorização do pensamento infantil como modo de pensar.

Há uma diversidade de modos de aprender e produzir conhecimentos. O pensamento infantil, na maneira pela qual o cérebro reconhece e utiliza o corpo como instrumento relacional com o mundo, parte da ação, da fantasia, intuição, razão, imitação, emoção, linguagens, lógicas e da cultura.

A infância era desqualificada pela alegação de ausência de racionalidade, porém com o novo olhar, é possível evidenciar a riqueza nas formas próprias de racionalidade dessa fase. Com esse enfoque, pode-se propiciar uma educação, em que mantenham a sensibilidade para construir a razão, instigando o convívio e a potencializar sua imaginação em pensamentos, lógica e experiências que se tornam complexas reciprocamente.

A análise de algumas propostas curriculares evidencia que conteúdos se perpetuam, apesar das mudanças sociais, culturais e científicas da sociedade, ressalta-se ausência de movimento e atualização dos mesmos na intencionalidade pedagógica. São reconhecidos apenas conteúdos sistematizados em disciplinas formais e transmitidos de forma linear, fragmentada e repetitiva.

O objetivo inicial da escola era divulgar e distribuir conhecimentos, quando esta era a única que detinha a capacidade de promover acesso aos saberes e informações. Hoje, é apenas mais uma dentre muitas instituições de informações, por exemplo, as mídias, muitas vezes são mais poderosas e comunicativa.

O papel da escola não se limita apenas como transmissora, mas como construtora social de estratégias de organização e problematização dos conhecimentos e informações. Deve oferecer um espaço para pensamento, construção de contraculturas, culturas pessoais e comunitárias, para perguntas e busca de respostas nos processos dinâmicos de construção coletiva de conhecimento.

Características instigantes da produção de conhecimento nas sociedades atuais, afirmá-los sempre abertos, parciais e contingentes. As crianças aprendem a produzir significados, por intermédio de processos de interações com os conhecimentos, pois para elas não há segregações, são os adultos que o fazem, pois assim o aprenderam.

3.3 COMO COMPREENDEMOS O CURRÍCULO

Na educação infantil, não há clareza na terminologia empregada para referenciar a organização curricular. E há grande dificuldade de distinguir entre propostas pedagógicas e proposta curriculares. Passou-se a utilizar termos como "projetos pedagógicos" ou "propostas político pedagógicas", no lugar do termo "curricular", por ser mais inclusiva.

Por longo tempo, o que se tinha como currículo, era uma listagem prévia de conteúdos disciplinares, sem sentido para as crianças pequenas, com várias aprendizagens marginalizadas e consideradas irrelevantes como atividades curriculares, que eram mantidas fora do currículo, dos planejamentos e das reflexões de professores.

Substituição da visão restrita de currículo, limitada aos conteúdos pré-selecionados, por uma compreensão ampla com intuito em sistematizar diferentes aprendizagens tanto no contexto interno como externo à escola. Partindo disto, há possibilidade de focar o currículo nas crianças, como protagonistas e concebê-lo como construção, articulação e produção de aprendizagens que ocorrem no encontro entre sujeitos e a cultura.

Um currículo emerge da relação entre sujeitos e nos percursos no mundo. Os conteúdos a serem apropriados pelas crianças tem a finalidade de articular dinâmicas das relações e das significações, trazendo à tona respostas complexas aos questionamentos significativos e não apenas conhecimentos científicos fragmentados.

Elaboração do currículo ocorre com a participação infantil nos processos educacionais e está continuamente sendo reformulado. O professor observa e compreende, na ação, a configuração do pensamento, que não se restringe a transmissão de informação, mas a lançar desafios que estimule ao pensamento.

É imprescindível que haja a ludicidade no currículo, tempo para construção de cultura de pares, pois o conhecimento é construído quando brincam sozinhas ou ao socializarem. Nessa concepção de currículo, o professor permite acesso aos conhecimentos e denominações científicas, além promover integração entre brincadeiras e conhecimentos teóricos-práticos.

O currículo propicia o espaço de encontro, em que se formulam, transmitem e processam conhecimentos explícitos ou ocultos, assim como promovem a interlocução entre educandos e educadores, baseado na articulação de princípios educativos.

Pensar no currículo na atualidade, impõe desafios, pois no debate sobre a educação de crianças pequenas é visível que o currículo oculto promove muito mais conhecimento tanto às crianças quanto aos adultos do que o que consta em planos e programações.

A sistematização do ensino, tradicionalmente vinculado à lógica escolar, não consegue contemplar a complexidade do universo infantil, pois ao seccionar o cotidiano em disciplinas, reduz o poder do pensamento complexo das crianças.

O currículo acontece, concretiza e dinamiza aprendizagens apenas quando as experiências pedagógicas são envolventes e constituem sentido. É imprescindível considerar que para aprender é preciso que as necessidades das crianças e sua subjetividade estejam conectadas com os saberes e conhecimentos das culturas onde estão inseridas, ou por aquelas pelas quais estão sendo desafiadas. Isso promove uma integração entre conhecimentos e vivências, assim como uma co-relação com os contextos pessoais e a aprendizagem, favorecendo uma narrativa pessoal e coletiva. Desse modo, o currículo não é compreendido como prescritivo, e sim, como ação produzida entre educandos e educadoras, ressaltando princípios educativos.

A importância do currículo estar articulado com práticas culturais de determinado grupo, em tempo e espaço, por expressar uma cultura. Deste modo, não pode ser desvinculado do contexto social que engloba os contextos familiares envoltos em valores, que podem ser destacados na formulação de princípios e dos conhecimentos curriculares. Contudo, deve haver uma preocupação institucional para transformação de valores, caso sejam contrários aos princípios éticos.

A vida social em sua complexidade está presente no currículo da educação infantil, mesmo que as novas concepções de currículo destaquem-se em pesquisas e em discursos acadêmicos, a orientação e sistematização da ação educativa prossegue como uma listagem de objetivos e conteúdos, em grade obrigatória. Em alguns casos, pautado pelas áreas de conhecimento e em outros, pela faixa etária. Com isso, percebe-se que a complexidade que permeia o cotidiano não é valorizada e não é usada como método "científico" de produção, registro e organização das práticas educacionais. Ressalta-se que algumas propostas curriculares são extremamente específicas que reduz a condição do professor a apenas um aplicador ou reprodutor de pensamentos, planejamento e elaboração de outros profissionais.


TENDÊNCIAS RECORRENTES NA EDUCAÇÃO INFANTIL:

ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO

Estabelecida pela psicologia do desenvolvimento como campo de observação e estudo, serviram por anos como referencial para pensar padrões de educação de crianças pequenas. Sendo as bases para a organização curricular da educação infantil, as áreas motora, afetiva, social e cognitiva, com a finalidade de que através de suas propostas fosse oferecida de modo progressivo, possibilidades de aquisição de competências e habilidades em cada área para as crianças. Por essa razão, a professora estudava separadamente cada área para proporcionar o desenvolvimento das habilidades, e a pauta de desenvolvimento era a referência para a avaliação.

ÁREAS DE CONHECIMENTO

Tem como referencial o modelo das disciplinas do Ensino Fundamental e Médio, é formatado a partir da estrutura das disciplinas escolares. As propostas educacionais emergem da concepção ultrapassada de educação linear e gradativa, em que o papel da escola é transmitir conhecimento previamente organizado, priorizando informações de listas de conteúdos e respectivas atividades. Embora existam modos variados de compor conhecimento, organizar e denominar áreas de conhecimento, a maioria das escolas preocupam-se com definições graduais, conteúdos específicos, e algumas sugerem abordagens interdisciplinares. Aparentemente consideram que a investigação intelectual está acima da vivência e do que faz sentido para as crianças.

CALENDÁRIO DE EVENTOS

Há currículos de escolas de educação infantil que contemplam um calendário de eventos (religioso, civil e comercial), que anualmente torna-se maior, e que as práticas educativas são determinadas por ele.

CONTROLE SOCIAL

É um currículo que promove submissão, impõe disciplina de corpo, mente e emoções. Há escolas de educação infantil onde os conhecimentos, os saberes e as aprendizagens ocupam um lugar marginal. Lugares estes, em que a imagem de infância predominante é a de que as crianças são naturalmente indisciplinadas. O principal objetivo destas instituições é de exercer controle sobre as crianças e doutriná-las na realização adequada de tarefas escolares. Essas instituições geralmente não possuem uma proposta político-pedagógica nem uma discussão clara sobre política e pedagogia.

CONTEXTOS EDUCATIVOS E/OU NÚCLEOS TEMÁTICOS

A organização de ensino para estes conteúdos curriculares é feita através de projetos e temas geradores. Partindo da observação de que muitos aspectos importantes da vida cotidiana infantil e das instituições permaneciam ignorados dos currículos oficiais, algumas propostas passaram a incluir, além das áreas de conhecimentos, temáticas denominadas de contextos educativos e/ou núcleos temáticos. Temas relacionados à sexualidade, à violência, à morte, à separação dos pais, à adoção, à violência, à alimentação e à religião, dentre outros, emergiram da necessidade de contemplar as especificidades da vida das crianças pequenas em seus contextos, com intuito de auxilia-las a compreenderem tanto a si mesmas quanto às realidades em que vivem. Pela complexidade das temáticas, envolvem um trabalho coordenado por professoras, mas articulado com crianças, pais e demais profissionais.

LINGUAGENS

Muitas propostas pedagógicas emergiram, atualmente, pautadas em linguagens. É uma abordagem recente na educação infantil, considerando-se que a apresentação das bases teóricas ainda é muito sucinta e as compreensões diferenciadas, o que leva à diversos questionamentos. Geralmente, a linguagem é interpretada como um campo disciplinar, a linguagem verbal.

Há situações em que cada linguagem corresponde a uma disciplina, Ex.: linguagem musical ou plástica e ainda, outras vezes, aparecem como formas de expressão relacionadas a instrumentos, ferramentas e tecnologias como a linguagem informática e a cinematográfica, etc. Ou algumas vezes, aparecem condensadas como em linguagens da arte ou linguagens artísticas; outras, subdivididas, como a linguagem do desenho, da pintura, da escultura.

Na Educação Infantil, as linguagens mais enfatizadas são, principalmente, as das artes visuais, do corpo e do movimento, da música, da literatura, da linguagem oral, do letramento, da natureza e da sociedade.

Independente da ausência de uma discussão mais contundente que permita considerar a complexidade e ambiguidade do tema, a importância da ideia das linguagens nos currículos é a de que permite considerar a multidimensionalidade das crianças. Pois considera a criança em um aspecto mais amplo dentro da concepção de infância.

Um currículo não pode ser previamente definido, ele só pode ser narrado e acontece no tempo da ação e emerge do encontro entre famílias, crianças e docentes, visto que as famílias e as crianças trazem valores, saberes culturais e experiências de inserção social e econômica diversificados. Portando, o currículo deve ser flexível

As escolas oferecem modos de gestão e organização dos ambientes escolares, propiciando as condições educacionais, contudo os docentes e demais profissionais trazem da sua formação profissional concepções de teorias e práticas pedagógicas que orientam sua ação.

A projeção e elaboração de um currículo é importante porque nos faz refletir e avaliar nossas escolhas e nossas concepções de educação, conhecimento, infância e criança, reorientando nossas opções. E essas são sempre históricas, sempre redutoras diante da imprevisibilidade que é viver no mundo.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Práticas Cotidianas na Educação Infantil – Bases para Reflexão sobre as Orientações Curriculares. Projeto de Cooperação Técnica MEC / Universidade Federal do Rio Grande do Sul para Construção de Orientações Curriculares para a Educação Infantil. Brasília, MEC/Secretaria de Educação Básica/ UFRGS, 2009.

JARABIZA, Vander ; FIGUEIREDO JR., S. R. Aprendendo a profissão de professor: o desenho na prática docente. In: II Simpósio Nacional de Educação / XXI Semana de Pedagogia, 2010, Cascavel, PR. Simpósio Nacional de Educão, 2010.


Crítica de alheios: pais x filmes


Publicado no meu perfil do Facebook, depois de ler um post do Parto Humanizado

Infelizmente as pessoas continuam apenas usando informações alheias sem investigar sobre o que se trata. É fácil associar desenhos e animação com o público infantil, mas "pasmem, senhoras e senhores, este formato é para todos os públicos!" Cabe aos pais e responsáveis supervisionar o que seus filhos andam assistindo, seja na tv ou na internet. 

E sábias palavras: Tv não é babá! 

Fácil colocar a criança por horas sentada assistindo, sabe-se lá o que, porque é um desenho ou animação e não promover atividades estimulantes como brincar de pega-pega ou focar a atenção em literatura. 

Não sou contra tv ou internet, jamais! 

O que sou contra ? 

Sou contra os julgamentos infundados acerca de assuntos diversos por preguiça de ler um texto completo/buscar notícias por inteiro; sou contra o comodismo de pessoas que tem satisfação apenas com o título de matérias tendenciosas, comprando a ideia alheia sem analisar os fatos; sou contra transformar crianças em seres preguiçosos e tolhidas de atividades que lhe favoreçam o desenvolvimento (em todos os aspectos); sou contra a ideia de que televisão, celular e computador devem assumir o papel de educar, ser babá e "matador de tempo oficial". 

Quanto à "Festa da Salsicha", apenas vi o trailer, com certeza não serve para crianças! 

O que serve para criança, de fato e de direito, é brincar de todas as formas, inclusive para aprender muito além do que a escola pode ensinar e tornar-se cidadão apto a transformar a sociedade, desde já, com pequenos gestos e atitudes.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018