ORCID iD icon

POSTS RECENTES

Mostrando postagens com marcador Documentário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Documentário. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Sobre o documentário "Sementes do nosso quintal"


O longa fez parte da 36º Mostra Internacional de São Paulo 
e foi eleito pelo público o melhor documentário brasileiro. 

SINOPSE: O filme retrata o cotidiano de uma escola de educação infantil sem precedentes que, através do pensamento-em-ação de sua idealizadora, a controversa e carismática educadora Therezita Pagani, nos revela o potencial estruturante da educação infantil verdadeira, firme e sensível.


Todos os trailers em Videocamp


Therezita Pagani, 2018 (Te -Arte)
Imagine uma escola que é a cara de casa de vó! Essa é a escola da Tetê! Aqui impera o lúdico, o protagonismo infantil, o respeito pela fase de desenvolvimento de cada criança, o reconhecimento pelas suas vitórias. Todo o processo de aprendizagem parte do lúdico, da criatividade, reforça a ideia da importância de aprender brincando, valorizando o coletivo. 

Na Te-Arte, localizada no bairro do Butantã, em São Paulo (SP), não há a velha formatação da sala de aula convencional em que alunos ficam engessados na cadeira, debruçados em livros, seguindo uma rotina rígida e mergulhada em formalidade. Nesta escola, a criança tem liberdade de expressar seus sentimentos, suas frustrações, experimentar, explorar seu campo sensorial, descobrir e explorar.

Aqui não há estrutura moderna e repleta de vidros e paredes que segregam turmas por idades, não mesmo! Com Tetê, a turma aprende unida, brinca com os bichos, aprende a valorizar a natureza, pega na terra, aprende o que é certo ou errado conforme suas ações e a dos outros, leva bronca quando precisa, fazem trabalhos manuais, passam de forma natural pelo processo de autoconhecimento, descobrem habilidades musicais e muito mais. 

Mas quem disse que apenas os pequenos usufruem dessas lições? A família também participa de todo o processo! Além do que, como uma grande lição de vida, Tetê com sua simplicidade nos fala e mostra realidades que por convenção esquecemos, que crianças precisam ser ouvidas, precisam de limites e sobre os laços familiares que sempre devem ser reforçados.

Quem ainda não assistiu esse documentário, deve assistir! 

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Documentário: Take your pills (Netflix)


Quem tem Netflix, uma dica de documentário é o Take your Pills.

O documentário aborda o uso de estimulantes, visando o cenário social de competitividade que o capitalismo nos remete. Temos que ser excelentes em tudo!!!

Uma das drogas mais comentadas nesse documentário é o Adderall, ainda fala também sobre a Ritalina e outras. Importante é a análise ética que é realizada sobre o uso ou não dessas drogas, também no vídeo, profissionais de saúde dão parecer sobre o uso.

Foram entrevistados estudantes americanos que, mesmo não tendo nenhum tipo de transtorno, como o TDAH, utilizam medicamentos para melhorar seu desempenho acadêmico, além do que as próprias escolas incitam o uso. 

O uso de drogas estimulantes em casos de TDAH, na opinião do paciente e da família, sobre benefícios, malefícios e consequências.

É exibida a trajetória de como iniciou o processo de criação dessas drogas estimulantes até serem difundidas no mercado, o uso abusivo para melhorar concentração, desempenho laboral, desempenho esportivo,etc.



Enfim, um excelente documentário!!! 

Abaixo o trailler - Youtube


sábado, 17 de março de 2018

Documentário: Pro Dia Nascer Feliz



Sinopse

As angústias e inquietações do adolescente, e, em especial, a maneira como ele se relaciona com um ambiente fundamental em sua formação: a escola. Filmado em três estados brasileiros com classes sociais distintas, Pro dia nascer feliz desenha um diário de observação do adolescente brasileiro. Professores também expõem seu cotidiano profissional, ajudando a pintar um quadro completo das desigualdades e da violência no país a partir da realidade escolar.

Direção: João Jardim.


Pro Dia Nascer Feliz.  Brasil, 2006. 

Este documentário tem como temática central as distinções existentes no sistema educacional brasileiro. Mostra as configurações escolares em diferentes contextos sócio-econômicos e culturais, assim como ponto de vista dos atores sociais que integram a dinâmica educacional (estudante, educador e família). Assim como, evidencia a crítica sobre as diferenças gritantes existentes entre as escolas públicas e privadas, ressaltando o contexto da desigualdade social. Isso é um resumo genérico!!

Esse vídeo tendo como ponto de vista o aluno, seja da rede pública ou privada, mostra o realismo da Educação. Se observarmos bem, há uma esperança nessa história toda... Não é a escola que faz o aluno, porque se assim fosse, Valéria não teria vencido por intermédio da educação!

Prova disso:


Cientes das discrepâncias na realidade do ensino nacional, não podemos simplesmente cruzar os braços e dizer: "É assim mesmo, nunca vai mudar." A história do país é impregnada de reproduções burras, mas politicamente para a 'elite', manter essa concepção é melhor, assim continuamos subjugados e acreditando na fatalidade e desapegados da esperança.

E segue as verdades incautas: "nasci pobre, vou morrer pobre"; "estudar para quê?; "nunca vai mudar"; "não posso fazer nada"; "odeio política"; etc

Primeiro, aceite a educação como um recurso crucial de transformação!!

É assim que aquele deputado, para quem sua vizinha pediu o voto na eleição passada. quer que você pense. O voto é uma arma, mas você sabe da importância do seu voto? Sabe que você é o responsável por quem você coloca no cargo? Sabe que político precisa ser fiscalizado? Por isso, educação para adquirir o saber e promover transformações.

Mas se não há consciência do básico... vai deixar como está?

Tudo tem que começar na sala de aula ou em espaços , partindo das atribuições do educador. Mas apenas ele é o total responsável? Não! Mas tem um papel social fundamental na promoção dessas mudanças.

A estratégia de aula deve ser repensada, porque os estudantes não são robôs. Seres humanos precisam de estímulos, precisam sentir prazer no que fazem. Entrar numa sala e abrir uma apostila ou livro e passar horas decorando o conteúdo ou ouvindo o monólogo do professor não motiva. Aquele professor que instiga o estudante a pensar, produz bons frutos sociais. Independente de quais recursos disponibilizados, existem meios diversos para promover conhecimento. A sala de aula não é o único espaço para tal...

Escolas sem uma infra-estrutura de 'shopping center', pode ser tão interessante quanto qualquer outro espaço. Usar áreas externas da escola, espaços extra-muro, etc. como forma de chamar atenção para as infinitas formas de conceber o saber, partindo de um planejamento estratégico e uma motivação.

Não podemos manter esse conformismo, de "se assim está, deixa".

Quantos futuros vão chegar e a reprodução histórica de 'nada mudou' vai se manter? Esse perfil da educação nacional precisa ser revisto, porque não adianta só pensadores/gente estudada promover essa reflexão, pois são minorias. O resultado virá apenas quando as pessoas enxergarem que elas tem o poder de mudar, de reivindicar. Pagamos para o político ganhar bem, ter diversos auxílios que nem utilizam e apenas causam um rombo maior nos cofres públicos... o país eternamente em dívida.

Precisamos motivar sonhos, esperanças, desejos de progredir pata que mais 'Valérias' cresçam e mudem sua realidade, reduzindo assim a desigualdade social que privilegia apenas a minoria. Melhorar a qualidade da educação, depende não só de políticas públicas efetivas, mas de atitudes dos profissionais que estão nela.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Análise sobre o documentário Babies


Documentário: Babies


O documentário aborda o desenvolvimento infantil na ótica da diversidade cultural, por intermédio da observação do cotidiano de quatro crianças de nacionalidades diferentes até completarem um ano. O objetivo dessa análise é, estabelecer relações com a concepção de infância como construção social. 

Segundo Dahlberg e outros (2003), a infância como construção social é sempre contextualizada em relação ao tempo, ao local e à cultura, variando conforme classe, gênero e outras condições socioeconômicas. Percebe-se que, embora vivenciem a mesma fase, cada uma apresenta suas particularidades.

Visto que, infância não é limitada a apenas uma etapa do desenvolvimento biológico, sua definição é heterogênea. Pois carrega consigo uma enorme complexidade, portanto vai além de uma construção social, é também uma construção humana, histórica e cultural.

No documentário é evidente que a criança é compreendida como sujeito histórico, devido ao contexto da gestação e do parto terem sido considerados, assim como as interações sociais após o nascimento, o que possibilita a construção de sua identidade pessoal e coletiva.

As crianças, independente de onde e como vivem, passam por transformações inerentes à fase de desenvolvimento. Elas estabelecem laços afetivos com pessoas e animais, brincam e interagem, também observam, descobrem e aprendem, construindo sentidos sobre a natureza e a sociedade.

É certo que, a vivência da infância varia de acordo com o contexto cultural. Todavia, independente de em quais condições transcorra ou de quais parâmetros sociais que se tem como referencial, a criança consegue desenvolver-se com naturalidade conforme as especificidades da fase de vida.

Os hábitos de higiene, como são alimentadas, o modo como os pais seguram ou tocam a criança, seus brinquedos e brincadeiras, dentre outros fatores pontuam as reproduções interpretativas e até mesmo causam impacto pela distinção que está atribuída aos costumes dos diferentes grupos sociais.

A chegada da criança altera a rotina da família, mas o modo como a família viabiliza as tarefas cotidianas diferem culturalmente. Enquanto uns usufruem da modernidade, ao usarem cadeirinhas com funções e outros recursos, outros aplicam métodos mais rústicos e um tanto quanto excêntricos, como amarrar o bebê.

Através da linguagem verbal ou não-verbal, essas crianças expressam suas emoções perante às situações a que são expostas como forma de interação e até mesmo empoderamento, tal como ao mobilizar o adulto, seja ao frustra-se com um brinquedo ou para chamar atenção.

Compreende-se que, as crianças são protagonistas de sua história e independente do contexto de vida ou de cultura em que estão inseridas, criam sua visão de mundo como sujeitos autônomos. Assim, tornam-se socialmente ativos, não apenas consumindo, mas produzindo cultura.

REFERÊNCIA

DAHLBERG, G.; MOSS, P.; PENCE, A. Qualidade na educação da primeira infância: perspectivas pós modernas. Porto Alegre: Artmed, 2003